terça-feira, janeiro 10, 2006

O despertar da minha Arte

Ser paciênte... esperar...


Hoje é dia de felicidade. Chove muito. E quando chove muito, chove mesmo muito. Parece até que as pinguinhas da chuva chegam sempre como multidão, sempre muitas, sempre juntas. Se abrirmos bem os tímpanos conseguimos, imaginar uma marcha militar, e fica mais ou menos engraçado. A chuva como passos dos soldados, como se tudo junto fosse uma dança, sem a musica e sem cadência. Porque a verdadeira música, a verdadeira cadência, é sempre outra, muito mais tonta, muito mais física. - “ Estou à espera da menina Raquel ” - dizia eu farto de esperar, e com uma serenidade só observável. A menina não veio logo, e sempre me deu tempo para me ocupar, e eu contava as folhinhas pequeninas que voavam em conjuntos de três. - “ Ela não vem. ” - pensei. Era eu a denotar algum pessimismo antecipado. Seria o reforço da ideia de que não viria mesmo. - Tavira em 02 de Dezembro de 1999 -